Mostrando postagens com marcador qualidade do ar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador qualidade do ar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Poluição: o perigo está no ar


Combater os altos índices de substâncias tóxicas presentes no ar é para São Paulo um desafio comparável a despoluir o Rio Tietê ou acabar com os congestionamentos de trânsito: especialistas sabem que nem os maiores esforços resolverão totalmente o problema. Ainda assim, levar mais a sério a batalha para melhorar o ar que respiramos é uma questão crucial de saúde pública. Hoje, mesmo os paulistanos que permanecem em casa, e não são expostos diretamente à sujeira lançada pelos escapamentos dos automóveis, inalam, a cada dia, uma quantidade de poluentes comparável à de um cigarro fumado até o filtro. Quem amarga com o tráfego lento e intenso está em condições ainda piores. A cada hora gasta no trânsito, é como se a pessoa tragasse outro cigarro. Ou seja, três horas num congestionamento, três cigarros e por aí vai. Agora no inverno, a situação piora. A escassez de chuvas e de ventos torna mais difícil a dispersão dos poluentes. 


* Médias de 2011. Não há dados disponíveis sobre o volume de partículas inaláveis em Itaquera, Butantã e Santo Amaro, nem sobre a quantidade de ozônio em Cerqueira César, Congonhas e Santo Amaro

Além do mal-estar instantâneo causado por tal exposição — irritação nos olhos, boca seca, nariz entupido e garganta ardendo —, há efeitos mais sérios para o corpo humano, como o agravamento de doenças cardiovasculares, que podem levar a infartos e derrames, e respiratórias, como a asma e a bronquite. Também já há estudos que mostram o impacto dos compostos na fertilidade masculina. Diante de tudo isso, acredita-se que a poluição pode reduzir a expectativa de vida em um ano e meio e ser a causa de vinte mortes diárias na região metropolitana. Somadas, as perdas financeiras com internações e redução da produtividade no trabalho chegariam a 1,5 bilhão de dólares por ano. “Trata-se de uma situação de emergência”, afirma o ambientalista Carlos Alberto Bocuhy, membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Mas é possível reverter esse cenário, o que depende, sobretudo, de vontade política.”

Não há solução num passe de mágica, mas olhar para o passado pode ser um bom incentivo para agir. “Em 1997, o volume de partículas inaláveis ultrapassou o limite aceitável 162 vezes. Em 2009, apenas uma vez, e no ano passado, duas vezes”, compara Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, a empresa de saneamento ambiental do governo do estado. O grande marco para tais reduções foi a criação do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), em 1986, que estabeleceu metas de redução das substâncias liberadas pelos automóveis. Graças a ele, as montadoras viram-se obrigadas a produzir motores mais modernos, catalisadores e filtros, entre outras tecnologias de redução das emissões.

Ao mesmo tempo, a Petrobras começou a distribuir combustíveis de melhor qualidade para se adequar às novidades. O Proconve também abriu as portas para outra medida fundamental na melhoria da qualidade do ar, implementada em 2008: a inspeção veicular, que passou a averiguar se a frota paulistana (só de carros circulantes, são 3,5 milhões) estava de acordo com os limites estabelecidos. Para dar uma ideia da sua importância, um estudo realizado pelo Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP concluiu que a vistoria dos 120.000 veículos a diesel realizada em 2010 teria evitado naquele ano 252 mortes. “Os efeitos equivalem à retirada de 1 milhão de carros de passeios antigos das ruas”, acredita o consultor Gabriel Murgel Branco, um dos responsáveis pelo trabalho.

A questão é que tanto o Proconve quanto a inspeção ainda têm algumas falhas. Não há, por exemplo, continuidade na fiscalização depois que o veículo é aprovado na vistoria anual. “Isso dá brechas para que motoristas mal-intencionados instalem catalisadores nos carros só para passar no teste e depois removam a peça”, diz Branco. Além disso, os filtros das motos, em geral, são projetados para percursos de até 30.000 quilômetros, um terço do que os motoboys, segundo seu sindicato, chegam a completar a cada ano. Se eles fazem a inspeção antes de percorrer essa distância, são aprovados, mas logo seus motores se tornam inadequados e começam a liberar fumaça nas ruas.

Outra limitação é que, por enquanto, só são submetidos à prova os automóveis emplacados na capital, e não aqueles que vêm de fora mas circulam pela cidade. Um projeto do governo estadual que amplia o teste para todo o estado foi criado há quase dois anos. Atualmente, no entanto, está parado na Assembleia Legislativa. Para piorar, adiou-se a chance de reduzir ainda mais a toxicidade das emissões. Uma resolução do Conama previa que, a partir de janeiro de 2009, o diesel usado em caminhões e ônibus teria menos enxofre. Um acordo entre o Ministério Público e os governos federal e estadual, dois meses antes de a medida entrar em vigor, postergou a novidade para 2012.

O controle efetivo das emissões também depende das medições realizadas e dos parâmetros estabelecidos para cada um dos poluentes. Só assim é possível saber quanto de cada substância há na atmosfera e qual é a quantidade segura. Nesse quesito, estamos longe do cenário ideal. A Cetesb mantém espalhados pela cidade apenas 21 aparelhos de medição. “É muito pouco para fornecer um retrato fiel de uma metrópole com as dimensões da nossa”, afirma Bocuhy. A poeira fina chamada de MP2,5 (cuja espessura é de um vigésimo de fio de cabelo e, por isso, chega facilmente aos vasos sanguíneos pelo sistema respiratório) é medida só em três lugares.

Além disso, para quase todas as substâncias nocivas, nossos padrões de alerta são mais frouxos do que os usados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Enquanto aqui se tomam como preocupantes quantidades de ozônio acima de 160 microgramas por metro cúbico, por exemplo, para a OMS o máximo desejado é de 100. A adoção dos parâmetros internacionais em todo o estado, em discussão desde 2008, foi enfim aprovada em maio pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e deverá entrar em vigor neste ano. Ainda assim, uma lacuna permanece: a Cetesb não faz avaliações sistemáticas de componentes resultantes da queima do etanol, como os aldeídos. “De que adianta mudar a matriz energética e continuar a medir somente o que surge da gasolina e do diesel?”, questiona Bocuhy.

Não existe também um índice que combine todas as variáveis que interferem na qualidade do ar que respiramos. “Sabemos apenas se o ar está seco ou úmido, quente ou frio, muito ou pouco poluído, mas não como a combinação de tudo isso influencia nossa saúde”, diz a meteorologista Micheline Coelho, pós-doutoranda da Faculdade de Medicina da USP. Para organizar os vários indicativos, ela trabalha na criação de um modelo matemático que aponte em que medida o teor de poluentes associado às condições climáticas do dia pode agravar doenças cardiovasculares e respiratórias. “Com essa ferramenta, poderemos alertar a população antes de as condições piorarem”, explica.

Ela já sabe, por exemplo, que, nos dias em que a temperatura fica abaixo de 17 graus e as concentrações de material particulado (MP10) superam 56 microgramas por metro cúbico, as internações por asma aumentam 33% na cidade. Mas o quadro passa despercebido. Nos parâmetros atuais da Cetesb, essa taxa se enquadraria no padrão “aceitável”. Somente a partir de 150 microgramas a substância é tida como fora de controle.

As medidas mais eficientes para aliviar os pulmões paulistanos vão além dos ajustes de padronização e do controle de emissões. Ampliação de áreas verdes e investimentos agressivos em transporte público estão entre as ações mais certeiras. Cidades mundo afora, como a canadense Calgary, tiveram melhoras substanciais ao ampliar a oferta de trens e substituir o diesel de sua frota de ônibus por uma versão com menos enxofre. Cidades altamente poluídas como Pequim apostam em caminhos parecidos. São Paulo, por sua vez, está longe de oferecer um transporte coletivo que incentive o cidadão a deixar o carro na garagem — ao fazer isso e tomar um ônibus, ele reduz para um décimo o impacto ambiental provocado pelo automóvel no trajeto. Ainda que nada simples, soluções como essa estão, assim como os poluentes, logo abaixo do nosso nariz.

PRINCIPAIS POLUENTES QUE AFETAM A METRÓPOLE

Partículas inaláveis (MP10)Resultam da queima de combustíveis de indústrias e de automóveis com motor desregulado. Há também uma variante mais fina (MP2,5), que chega até os vasos sanguíneos.Limite tolerado*: 50 μg/m3

Situação atual**: 89 μg/m3Ozônio (O3)Um dos elementos com maior potencial nocivo, forma-se pela reação do sol com substâncias como o dióxido de nitrogênio, solventes evaporados e combustíveis não queimados totalmente.Limite tolerado: 100 μg/m3

Situação atual: 115 μg/m3Dióxido de nitrogênio (NO2)Forma-se por meio de processos de combustão de veículos, indústrias e usinas térmicas. Altamente lesivo, contribui para o surgimento da chuva ácida e do ozônio.Limite tolerado: 142 μg/m3

Situação atual: 200 μg/m3Monóxido de carbono (CO)Incolor e sem cheiro, resulta principalmente da combustão incompleta de motores automotivos. Seus índices eram mais altos até os anos 80, quando os carros não tinham tecnologia de controle ambiental.Limite tolerado: 3,4 ppm

Situação atual: 9 ppmDióxido de enxofre (SO2)Seu cheiro lembra o do gás produzido por um palito de fósforo. Surge através da queima de óleo e diesel e pode provocar a formação de chuva ácida. Limite tolerado: 11,5 μg/m3

Situação atual: 20 μg/m3* Estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)**Segundo medição da Cetesb realizada entre os dias 11 e 17 de julho

OS VILÕES DA POLUIÇÃO

Quase todo o volume de gases nocivos liberados na cidade vem do trânsito*

Veículos de passeio - 58,1%

Nossa frota circulante atual, estimada em cerca de 3,5 milhões de carros, é a grande responsável pela degradação do ar. A situação era ainda pior até 1986, quando as montadoras foram obrigadas a instalar catalisadores e filtros nos automóveis. A inspeção veicular ambiental, implantada em 2008, também é positiva — a liberação de monóxido de carbono caiu pela metade. Mesmo assim, enquanto o trânsito mantiver suas proporções colossais de lentidão, a cidade continuará longe de virar esse jogo

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Importância da Inspeção Veicular Ambiental


Marco Antonio Vieira Machado

A qualidade do ar em Porto Alegre está entre as piores do País. É um problema sério e complexo, que tem que ser enfrentado. Com esse foco, o Sincopeças-RS promove, nesta terça-feira, Dia de Combate à Poluição, o debate “Por Um Ar Mais Limpo no Rio Grande do Sul”. O evento ocorre às 9h, na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa. O local não foi escolhido ao acaso. Cumprindo determinação de legislação federal, tramita na Casa projeto de lei estipulando a obrigação da Inspeção Veicular Ambiental (IVA), e a aprovação mais do que recomendável, é imprescindível. O norte do nosso debate é, justamente, alertar os deputados e a comunidade para a importância do tema. Para tanto, analisaremos a realidade de São Paulo, maior cidade do País, onde a IVA trouxe melhorias à qualidade de vida da população. Lá, a inspeção está salvando vidas. Nem é preciso mencionar a redução de gastos com internações hospitalares que, em última estância, são pagas pelos cidadãos. 

Medida necessária para controlar a emissão de poluentes por veículos automotores nas grandes cidades, hoje a maior fonte de CO2 nos centros urbanos, a implementação ainda gera emprego e renda, ajudando a movimentar a economia gaúcha. Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade de cada motorista. Possuir um veículo e utilizá-lo é um direito, e este deve ser seguido de obrigações. Devemos ser responsáveis pelo dano causado, pelo que despejamos no ar. A simples utilização de um veículo automotor polui, mal conservado polui mais ainda. Circular com automóveis em situação irregular é, antes de tudo, um ato irresponsável e egoísta. Por tudo isto, entendemos que a implantação da Inspeção Veicular Ambiental se faz necessária, e a oportunidade para debater o tema está posta terça-feira, às 9h, na Assembleia: todos por um ar mais limpo no Rio Grande do Sul!

Advogado, diretor de autopeças do Sincopeças-RS
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=100861

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Por um ar mais puro e transparente

Porto Alegre é uma das capitais com o nível mais acentuado de concentração de poeira fina no ar

Poluição pode prejudicar a saúde da populaçãoFoto: Cynthia Vanzella / Agencia RBS
Lisiane Lisboa


Porto Alegre é uma das capitais brasileiras com o nível mais acentuado de concentração de poeira fina no ar. O resultado foi revelado em um estudo realizado por universidades gaúchas e paulistas. É justamente a poeira fina a mais prejudicial à saúde das pessoas. Os pulmões são os órgãos mais prejudicados por esse problema. Especialistas comprovam que os principais agravantes da poluição são as indústrias, que em algumas regiões têm provocado a diminuição da transparência do ar. Ou seja, nossa paisagem está ficando cinza.

Os principais problemas

Pesquisas comprovam que o aumento do número de aviões altera a camada de ozônio por voarem em grandes altitudes. E os carros? A cada dia que passa, mais automóveis circulam nas vias. Porto Alegre ainda não tem sistema de rodízio, a exemplo de São Paulo. A capital paulista é a campeã da poluição.

O gestor ambiental Felipe Dalmoski afirma que os automóveis e indústrias são os grandes vilões, por consumirem muito oxigênio e liberarem grandes quantidades de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2).

– A cidade é arborizada, mas os desmatamentos diminuem as áreas verdes e, por consequência, reduzem a produção de oxigênio – afirma Felipe.

Estes fatores, quando associados, colocam em risco o equilíbrio do planeta, podendo provocar, entre outros fenômenos, o chamado efeito estufa, que pode provocar um sério aumento da temperatura da terra.

Alternativas de solução

Em vigor desde 2005, o Protocolo de Quioto determina o limite de produção dos gases para cada país.

Por meio de algumas ações básicas, as regiões participantes podem reformar os setores de energia e transportes, promover o uso de fontes energéticas renováveis, eliminar mecanismos financeiros e de mercado que levem à poluição e limitar as emissões de metano.

Saiba mais sobre o Protocolo no site do Ministério de Tecnologia e Inovação:www.mct.gov.br, no link Temas, Mudanças Climáticas - Protocolo de Quioto.

Recursos para poluir menos

Ao que parece, a poluição do ar tende a aumentar. Mas algumas pessoas trabalham e dedicam carreiras para resolver o problema da poluição. Em 1995, o mexicano Mario Molina ganhou o Prêmio Nobel em Química por acreditar na possibilidade de limpeza do ar. Ele sustenta a ideia de manter a boa qualidade do ar por meio da tecnologia sustentável, de processos não-poluentes de transporte e de produção da eletricidade limpa (eólica, por exemplo).

DIÁRIO GAÚCHO

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Poluição do ar pode agravar doenças

Em São Paulo, o ar poluído faz mal para todo mundo, até mesmo para quem é saudável e só vai perceber os efeitos da poluição depois de muito tempo. Quem já tem doenças respiratórias como asma e sinusite fica com a saúde mais frágil.




Fonte: Jornal da Globo 06/04/2011

domingo, 5 de agosto de 2012

Em 2010, São Paulo respirou dois meses de ar poluído


Google Imagens

Condições meteorológicas do ano passado foram preponderantes para a concentração de gases e partículas nocivas à saúde

Moradores da Região Metropolitana de São Paulo respiraram em 2010 o equivalente a dois meses de ar poluído. Dados do Relatório de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que em 61 dias do ano passado os níveis do poluente ozônio foram considerados inadequados. O número é o mais alto desde 2007.

Segundo a Cetesb, as condições meteorológicas do ano passado foram preponderantes para a concentração de gases e partículas nocivas à saúde. O índice de material particulado - formado por poeira e partículas inaláveis - também ficou seis dias acima do padrão aceitável.
Para a gerente de Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Helena Martins, a alta nos registros está ligada ao grande número de dias com condições desfavoráveis para a dispersão dos poluentes no ano passado. Foram 59 dias com essa classificação. "Em 2010, houve um inverno com estiagem grande, de meados de julho a começo de setembro. Além de longos períodos de calmaria (dias sem vento) e de umidade relativa do ar baixa", explica.

O ozônio e o material particulado são os principais vilões da qualidade do ar nos últimos anos. O tráfego de veículos responde por até 80% da poluição de material particulado e da produção de ozônio. O gás se forma na atmosfera, em uma reação de dois compostos na presença de luz solar. Por isso, seu controle é considerado mais difícil. Dias com sol e céu claro facilitam a formação de ozônio.

A Cetesb ressalta que os registros estão bem longe de picos apurados no fim de década de 1990. Em 1997, por exemplo, a Região Metropolitana teve 162 ultrapassagens do limite do material particulado.

Sob controle
A boa notícia fica por conta do monóxido de carbono, cujos níveis - mesmo em condições meteorológicas desfavoráveis - estão entre os mais baixos da década. O dióxido de enxofre também se mostra controlado. A concentração média é a mais baixa registrada nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Contaminação do ar mata 2 milhões de pessoas por ano, diz OMS


Países em desenvolvimento são os principais poluidores do ar, diz estudo.

Do Globo Natureza, com agências internacionais*

Mais de 2 milhões de pessoas morrem no mundo anualmente devido a enfermidades causadas pela contaminação do ar, afirma um estudo publicado nesta segunda-feira (26) pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Deste total, 1,3 milhão morre nas cidades, sejam elas de países desenvolvidos ou em desenvolvimento. A OMS indicou ainda que 1,1 milhão de mortes poderiam ser evitadas se as normas de segurança fossem respeitadas.

O documento afirma que o ar contaminado “pode entrar nos pulmões, entrar na circulação do sangue e provocar doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias”.

Foram coletadas informações sobre a qualidade do ar coletadas em 1.100 cidades, de 91 países. Segundo estes dados, 80 das 91 nações que participaram do estudo não respeitam as referências da organização internacional para contaminação ambiental.

china poluição (Foto: Goh Chai Hin/ AFP)
Névoa decorrente de poluição cobre cidade na China. OMS alerta para o perigo do desenvolvimento rápido, sem cumprimento de normas que controlam a contaminação do ar. Por ano, 2 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças causadas pela poluição atmosférica (Foto: Goh Chai Hin/ AFP)


Crescimento perigoso

Em coletiva de imprensa, a médica Maria Neira, do departamento de saúde pública e meio ambiente da instituição, disse que a contaminação alcançou níveis perigosos para a saúde.



As zonas mais perigosas estão em países que crescem rapidamente, como Índia e China. Em algumas cidades, a concentração de partículas finas está 15 vezes maior que o limite máximo permitido. “Se os países controlassem e administrassem o meio ambiente corretamente, poderíamos reduzir consideravelmente a quantidade de pessoas que sofrem enfermidades respiratórias e cardíacas, além de câncer de pulmão”.

Os principais responsáveis pela contaminação do ar são os meios de transporte, a indústria, a utilização de biomassa ou carvão em fornos, assim como as termelétricas movidas a carvão. Para lutar contra este mal, a OMS recomenda o desenvolvimento dos transportes públicos, a promoção do uso de bicicletas, além da construção de centrais elétricas que utilizem combustíveis alternativos ao carvão.

Postagens populares