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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Rio tem o ar mais poluído do Brasil


Pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde mostra que a qualidade do ar no Rio, Cubatão, Campinas e São Paulo está muito pior do que o recomendado

REDAÇÃO ÉPOCA
Carros são um dos causadores de poluição do ar. Qualidade do ar é ruim em cidades brasileiras, como Rio e São Paulo (Foto: David McNew/Getty Images)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira um estudo da qualidade do ar e quantidade de poluição em mais de 1,1 mil cidades, em 91 países diferentes. O estudo mostra que, em média, o ar das cidades brasileiras é duas vezes mais poluído do que o desejável. O Brasil é o 44º país com o pior ar no mundo.
Apesar de nenhuma cidade brasileira aparecer entre as cem cidades mais poluídas do mundo, os resultados preocupam. A região metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, aparece na 144ª posição no mundo, e é a região brasileira mais poluída. Para cada metro cúbico de ar, foram encontradas 64 microgramas de poluição, um valor três vezes maior do que o recomendado pela OMS, de 20 microgramas por metro cúbico de ar.
As cidades paulistas também apresentaram taxas bem acima do recomendado. A segunda cidade mais poluída do Brasil foi Cubatão, que registrou 48 microgramas por metro cúbico de ar, e Campinas ficou em terceiro, com 39. A região metropolitana de São Paulo ficou em quarto, com 38 microgramas por metro cúbico, quase o dobro do nível considerado seguro pela OMS. Outras regiões do país estão mais perto do recomendado, como Curitiba (29 microgramas/m3) e Belo Horizonte (20 microgramas/m3).
A grande quantidade de poluentes do ar preocupa a OMS. No mundo todo, mais de dois milhões de pessoas morrem por ano por doenças causadas pela poluição do ar. Segundo a OMS, as micropartículas de poluição respiradas podem entrar na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias agudas. "É preciso monitorar e gerenciar o ambiente de forma adequada, para reduzir significativamente o número de pessoas que sofrem de doenças respiratórias, cardíacas e câncer de pulmão", afirma Maria Neira, diretora da OMS. Segundo estimativas da organização, só em 2008 cerca de 1,3 milhão de mortes poderiam ter sido evitadas se as recomendações da OMS fossem seguidas pelos países.
No mundo, a cidade mais poluída é Ahmaz, no Irã, com uma taxa de poluição de 372 microgramas por metro cúbico. Entre as mais poluídas aparecem cidades da Mongólia, Índia e Paquistão, além de outras cidades iranianas. As principais causas da poluição do ar são as emissões de carros, indústrias e usinas elétricas a carvão. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

País atinge padrão mundial em emissões de poluentes veiculares


Na esteira da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que aconteceu em junho no Rio de Janeiro, a boa nova é que o Brasil começa a se aproximar dos padrões internacionais de emissões veiculares. Entre 1995 e 2012, o Brasil reduziu a média de emissões de poluentes da frota nacional de 3,8 para 0,4 g/km, valor equiparável aos padrões internacionais. Segundo a Anfavea, esses números se justificam por uma legislação ambiental mais rigorosa no país. 


Em 1988, houve a adoção do Proconve, programa que controla as emissões de poluentes para comercializar veículos. "Ele já está em sua quinta fase e, em comum acordo com as montadoras, tornou-se mais exigente", diz Marcelo Bales, gerente da Cetesb, órgão de controle ambiental do estado de São Paulo. Para Francisco Satkunas, consultor da SAE, "as montadoras investiram em novas tecnologias de motores, reduzindo o consumo e as emissões de poluentes". O Brasil teve redução de um terço nas emissões de CO2, principal responsável pelo efeito estufa. A chegada da tecnologia flex a partir de 2003 foi decisiva: o etanol neutraliza os gases de efeito estufa a partir do cultivo da cana. Em 2010, 40% da frota era de carros flex: 15 milhões de unidades de um total de 32,5 milhões. A previsão para 2017 é aumentar o consumo de biocombustíveis. Em relação a 2008, o etanol aumentará sua participação de 17,9% para 31,4%, e a da gasolina se reduzirá para 12,8%. 

Para se adequar à legislação nacional e aos planos de redução de emissões internacionais, algumas montadoras já estabeleceram sua "agenda verde". A Honda assume o compromisso global de diminuir as emissões em 30% até 2020, tomando como base seus níveis medidos no ano de 2000, e de zerá-las até 2050. Para a Mercedes-Benz, o objetivo é a redução de CO2 para 125 g/km até 2016, o que equivale a uma diminuição de 30% em comparação a 2007. A Ford estabelece um prazo mais longo, prometendo para 2025 amenizar em 30% a emissão de CO2. A Toyota é mais contida nesses objetivos e se compromete em diminuir apenas 5% os poluentes até 2015. 


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